segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Romance de Pedro e Inês de Castro

Era uma vez um menino chamado Pedro. O seu grande sonho era crescer para ir caçar com seu pai, D. Afonso IV, rei de Portugal.

Seu pai, como era preocupado com o futuro de Portugal, quando o filho fez vinte anos anunciou que estava na hora de ele casar e por isso viria uma rapariga linda e filha de um homem rico de Castela.

Um dia estava D. Pedro a dar um passeio de cavalo quando depara com uma carruagem que transportava duas raparigas. Ficou deslumbrado com uma delas.

Quando chegou ao salão do seu castelo ficou surpreendido com o que viu. As raparigas que tinham visto na carruagem estavam lá a falar com sua mãe. A rapariga que tinha visto era mesmo bonita. Tinha os cabelos soltos, com uns longos caracóis dourados e uns olhos com um azul cristalino.

Eles olharam um para o outro e Pedro pensou que ela era a sua futura mulher. Mas mal soube que a rapariga por que se tinha apaixonado não era D. Constança mas sua dama de companhia, Inês de Castro pensou que o mundo tinha acabado, pois se tinha apaixonado pela pessoa errada.

Passado algum tempo D. Pedro casou com D. Constança mas mesmo assim ele não consegui esquecer Inês de Castro e a cada dia que passava ele gostava mais dela. Numa manhã eles encontraram-se e D. Pedro não resistiu em contar--lhe o amor que sentia por ela e que não conseguia esconder mais o que sentia por ela. No início ela ficou muito confusa porque sabia que o seu amor era impossível e não queria trair D. Constança mas acabou por assumir o seu amor por ele.

D. Afonso IV era muito atento e apercebeu-se logo do caso entre seu filho e Inês de Castro. Ele ficou muito furioso e decidiu que tinha de agir rapidamente pois esta situação não podia continuar. Até que decidiu mandar Inês devolta para Castela. E assim o fez.

Mas até que um dia, ao chegar ao palácio, foi surpreendido com a noticia que sua mulher, D. Constança, tinha morrido. Agora já podia assumir uma relação com Inês de Castro.

Eles foram viver para uma quinta em Coimbra, junto ao Mosteiro de Santa Clara, e ai foram felizes durante algum tempo.

Mas até que um dia D. Afonso VI, como não estava de acordo com aquela relação e não queria que eles se casassem, falou com os seus conselheiros e chegaram à conclusão que a última alternativa era fazer desaparecer Inês de vez. E assim o fizeram, mataram Inês de Castro.

Passado algum tempo D. Pedro chega de uma caçada e é logo confrontado com uma essa terrível notícia e ainda ficou mais triste por ter sido seu pai quem mandou matar sua amada e prometeu que ia honrar sua amada e sua morte ia ser vingada.

Alguns anos mais tarde seu pai morreu e D. Pedro tornou-se rei de Portugal e final mente podia tornar Inês de Castro sua rainha e numa cerimónia muito grandiosa fez vingar a morte de sua amada e coroou Inês de Castro, Rainha de Portugal.

Por ter sido muito justo, rei D. Pedro I ficou com o nome de JUSTICEIRO.